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Coruj'arts

sábado, 23 de agosto de 2008

Perfeição - Legião Urbana (Um hino à nossa estupidez)



É incrível que pessoas, assim como o trovador solitário Renato Russo conseguem expressar seus sentimentos de forma clara e criativa. O trovador já não está mais entre nós, mas, suas composições ainda nos tocam de uma forma tão “certeira” que me pasmo. A sensibilidade com que compunha as letras de suas canções é espetacular.

Nesta composição “Perfeição”, o poeta fala de tudo um pouco, mas de uma forma tão bem expressa e tão bem harmoniosa (se me permitem tal termo), que a obra é sempre atualizada, isto é, as coisas que estavam acontecendo na sua época (não tão distante assim da minha) acontecem agora. Tanta sujeira, tanta maldade, injustiça e até perversidade, acontecem aos nossos olhos, debaixo no nosso nariz, mas, alguns ainda assim não percebem; parecem estar tão anestesiados com tudo, que não se dão conta de que a nação vai escorrendo pelo ralo.

Que você caro leitor, me perdoe tanto pessimismo, mas é o que está acontecendo. Fico indignado com isso, mas também não posso fazer muita coisa, quando todos à minha volta estão também como num transe. O poeta indignado (essa é a minha leitura) expõe os fatos através das palavras e das metáforas, expressa o seu “horror” com a violência, a fome, o descaso seja com relação à saúde, educação, política, democracia (que assim como a nação, também está escorrendo pelo ralo) mas, não perde suas esperanças por uma mudança dizendo “quando a esperança está dispersa, só a verdade liberta”. Essa seria uma boa atitude de nossa parte! Mas, o primeiro passo sempre é o mais difícil; me refiro à mudança de postura das pessoas que juntas formam esta nação; abrir os olhos desse povo, não é tarefa fácil: ela me pertence e a você também.

Chega de ficar de braços cruzados enquanto lobos disfarçados de mansos cordeiros, nos assaltam e levam toda nossa herança de um povo lutador, mérito esse, de cada um de nós e de nossos antepassados. Chega de só dizer amém a tudo que nos dizem. É chegada a hora de uma mudança. Mudança de postura, de mentalidade no que diz respeito aos nossos deveres e direitos, por que sabem muito bem cobrar nossos deveres, e nós? Quando aprenderemos a cobrar nossos direitos?

Não queremos celebrar a estupidez humana, a nossa estupidez! Vamos celebrar o novo! Vamos lutar pela verdade que está aos nossos olhos! Coragem! E que este hino à estupidez, não seja uma “homenagem” a nós, pelo resto de nossos dias!


Silvio Luiz


terça-feira, 19 de agosto de 2008

Um olhar apenas

Bom, o que tenho a dizer, para introduzir o poema de hoje, é que cada faz uma leitura diferente de um poema, e creio que isso depende muito, do momento em que estamos vivendo. Assim, acontece também com uma obra de arte; o seu idealizador, quer transmitir uma mensagem, mas nem sempre aquele que está a observar tal obra, consegue ler ou descobrir o que o artista quis transmitir, pois o observador faz a sua leitura pessoal. Assim sendo, quero dizer que ao escrever esse poema, pensei na relação entre os olhos, ou melhor dizendo, o olhar, a sua forma, sua expressão. Um olhar pode dizer muitas coisas, sem que seja necessário pronunciarmos uma palavra sequer. Bem é mais ou menos por ai. Espero que gostem e entendam o que quis transmitir, mas, se não, também podem fazer sua própria leitura; isso também pode enriquecer um poema, ou mesmo uma obra.

Um olhar apenas


Um olhar apenas,

Diz tudo aquilo que

A boca não consegue

Traduzir com palavras.

Um olhar apenas,

Diz tudo o que

Não conseguimos

Traduzir com gestos ou ações.

Um olhar apenas,

Diz tudo aquilo

Que está encerrado

No silêncio do coração.

Um olhar apenas,

Revela nossos sentimentos,

Sejam de angústia ou

Simplesmente de alegria.

Um olhar apenas,

Denuncia quem somos,

A situação em que estamos,

E aquilo que almejamos.

Um simples olhar

Pode dizer tudo isso

Sem termos que dizer nada!

Não é à toa

Que os olhos são chamados

O espelho da alma.


Silvio Luiz

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Sarah Brightman - A question of honour

Uma das músicas que gosto, da soprano britânica, Sarah Brightman, em uma perfomance incrível, típica de suas turnês mundiais. Recentemente, Sarah juntamente com Liu Huan, apresentaram-se na abertura dos Jogos Olímpicos em Pequim, na China no dia 08/08/2008.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Pequenas considerações sobre o egoísmo

Segundo o dicionário Aurélio, Egoísmo é o amor excessivo ao bem próprio, sem consideração aos interesses alheios. Tendo essa definição por base, somada às experiências que já tive, com as coisas que já vi e ouvi sobre, escrevi esse poema que segue. Aquele que se apega demasiadamente a si mesmo, vai afundado em seu próprio mundo sem mesmo perceber. O egoísta nunca tem tempo para nada nem para ninguém; todo o tempo do mundo é seu e com ele vai cultuando sua própria essência. O egoísta é quase sempre mesquinho; nunca um egoísta dividiu seu pão com quem mais necessitava, não que eu saiba! Longe de mim, querer redefinir o conceito do que seja um egoísta; aqui expresso somente o que pensei e refleti sobre, para poder assim "introduzir" o poema de hoje.


Egonaufrágio


Mergulhando a fundo nos sentimentos
Afogo-me em lembranças que como visgo
Envolvem meu corpo e levam-no
Cada vez mais ao fundo
A imensidão deste profundo oceano
Encanta, como encanta a canção
Das ondas esbarrando umas nas outras
Mas, ao mesmo tempo, impõe medo
Porque o mesmo poço de sentimentos
Serve de recipiente para o esquecimento
Este doloroso ser que fere a carne
E aprisiona a alma em seu mundo obscuro
Tento libertar-me como fera que
Com força total luta pela sua liberdade
Mas tudo em vão...
Os visgos são mais fortes que correntes
Pois são alimentados pelo ódio
Cansado, entrego-me ao meu egoísmo
Por não saber reconhecer o amor
Na mão amiga que me foi estendida
E que em vão tentou ajudar-me
Não reconhecer o outro como um porto
Favorável ao desembarque
Enfim, por não ter reconhecido
O verdadeiro valor da vida
Enquanto procurava por uma
Medíocre e maldida identidade
Que agora não valeria minha própria
LIBERDADE!


Silvio Luiz

Tradutor - Translate

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