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Coruj'arts

domingo, 27 de setembro de 2009

A morte

À meu pai, ao pai de uma amiga
que faleceu hoje pela manhã,
e por todos aqueles que tiveram
o mesmo e triste caminho...



Súbita, enigmática e até cruel
Chega sem dar advertências
E ante um vasto campo vívido
Ceifa vidas inocentes
Extraindo delas o doce espírito
Deixando apenas o vazio
Daquilo que um dia existiu
E que agora torna-se
Nada mais que uma lembrança
Intocável e sem expressão.
Às vezes vem como amiga
Por encerrar o sofrimento
Noutras, como inimiga
Por abreviar um amplo caminho
Cheio de realizações e sonhos
Que agora esvaziam-se
Perdem sentido e cor
Restando apenas o cinza
Da saudade e a consternação
De quem ficou.

Silvio Luiz

4 comentários:

...EU VOU GRITAR PRA TODO MUNDO OUVIR... disse...

Triste e lindo poema!

Muito difícil aceitar quando esta senhora se aproxima sem pedir licença.


Um beijo para sua amiga e outro para você que percebo ainda não ter aceitado a perda de seu pai.

Sonia Regina.

cristiane machado disse...

Além disso tudo que vc falou, tem mais uma coisinha, libertação e crescimento da alma.
Lindo demais, meu amigo!
Tem selinho pra ti no meu blog.
Bjs.

cristiane machado disse...

Outro selinho pra ti!
Bjs.

cristiane machado disse...

tem outro selinho pra ti em meu blog. bjs.

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