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Coruj'arts

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Cinza


A melancolia da noite fria
Transborda na taça da solidão
Encharcando o solo acidentado
Daquilo que um dia foi a alma
De um pobre diabo maltrapilho.
O frio penetra seus ossos
Que se cristalizam como gelo
E ali, imóvel permanece
Como uma estátua fúnebre
Colosso esquecido, renegado
Sem presente, sem futuro
Sua única herança é o passado
Escuro, cinzento, empoeirado
E ali, permanece imóvel
Sem fotos e documentos
Apenas lembranças vazias
Sem sonhos e desejos
Somente o corpo cansado
Que desfalece entorpecido
Pela falta de sentido
Daquilo que um dia
O ensinaram a chamar de
Vida!

2 comentários:

Davi Machado disse...

O poema seu mais pesados que já li.

Silvio Luiz disse...

Meu caro, seus comentários são sempre bem-vindos, mesmo porque você sabe que se alguém leu o que escrevemos tendo gostado ou não, já nos inspira.

Grande abraço e perdõe-me o sumiço!

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